passaro

As fotos do calendário 2011 da UnB foram feitas pelo fotógrafo e biólogo Sandro Barata, bacharel em ciências biológicas pela Universidade de Brasília. Desde o primeiro semestre do curso, em 2003, o ex-aluno especializou-se no estudo e fotografia das aves silvestres. Ele aproveitou o período em que esteve na Universidade para registrar e fotografar as espécies que habitam o campus.


Sandro possui muito apreço pelas aves silvestres, grupo de animais variados em forma e comportamento. Elas encantam os seres humanos com suas belas penas coloridas e cantos melodiosos.

 

arara

Arara-canindé

Nome científico: Ara ararauna
Família: Psittacidae

Está entre as espécies de araras mais procuradas para criação em cativeiro. Voam em bandos de até 25 aves, mas durante a reprodução são vistas mais aos pares. Uma característica das araras é a monogamia, elas formam casais por toda vida.


É vista sobrevoando a área do campus da UnB apenas durante seu deslocamento entre as unidades de conservação do DF e outras áreas com maiores fragmentos de vegetação nativa. Já foi registrada pousada nos fragmentos de cerrado do campus onde se alimenta de frutos típicos como pequis e jatobás. Porém, hoje, é pouco provável vê-la pousar no campus diante da grande diminuição de áreas verdes ocasionada pelo crescente aumento das áreas construídas.

 

 

tesourinha


Tesourinha

Nome científico: Tyrannus savana

Família: Tyrannidae


Espécie migratória, é facilmente reconhecida pela sua longa cauda bifurcada. Aparece na região ao final do mês de julho ou início de agosto para reproduzir, permanecendo até fevereiro.  Habita cerrados e paisagens campestres. Ocorre também em áreas urbanas arborizadas. Pode ser visto em todo o campus da UnB,  entre os prédios e nos fragmentos de cerrados.

 



Sabiá-laranjeira

Nome científico: Turdus rufiventris
Família: Turdidae



Uma das espécies mais populares e admiradas pelos brasileiros, é considerada ave símbolo nacional e está presente em várias poesias e músicas populares brasileiras.

É fácil diferenciá-lo dos outros sabiás pelo seu típico ventre de coloração alaranjada.

Vive na mata, áreas rurais e áreas bem arborizadas de cidades.

Possui alimentação bem variada, incluindo frutos, insetos e minhocas.

 



Beija-flor-tesoura

Nome científico: Eupetomena macroura
Família: Trochilidae

É um dos beija-flores mais comuns em grande parte do Brasil. Facilmente reconhecido pela longa cauda bifurcada. Diferentemente da maioria das outras aves, que apresentam coloração relacionada com os pigmentos adquiridos por meio da alimentação, a cor dos beija-flores está relacionada com a microestrutura das penas que funcionam como prismas cristalinos, refletindo as cores de acordo com a incidência dos raios de luz.

São velozes e batem as asas cerca de 60 vezes por segundo. Devido ao seu acelerado metabolismo, visitam até mil flores por dia para adquirir a quantidade necessária de néctar.
É comum em todo campus, onde haja flores-atrativas.

 

 

saracura

Saracura-sanã

Nome científico: Pardirallus nigricans
Família: Rallidae

É uma espécie comum nos brejos da região que possuam alguma vegetação e em matas de galeria. Aparece em quintais de casas próximas da mata. No campus, pode ser encontrada apenas na mata de galeria do Centro Olímpico, sendo visualizada mais facilmente quando sai da mata e caminha até a beira do lago. Na sua alimentação estão incluídos pequenos vertebrados, filhotes de aves, insetos, sementes, frutos e brotos.

 

 



João-de-barro

Nome científico: Furnarius rufus
Família: Furnariidae



Também é uma espécie popular, sendo reconhecido como um grande arquiteto e construtor. Seu ninho é de barro e palha, em formato de forno arredondado. A construção é feita em épocas de chuva, pois é necessário que o barro esteja úmido. Porém, chuvas fortes podem atrapalhar, estragando o que já foi feito. Macho e fêmea participam da construção É comum em grande parte do Brasil. Vive junto ao homem nas áreas rurais e nas cidades bem arborizadas.

No campus da UnB é, provavelmente, a espécie mais comum, visualizada com frequência caminhando nos gramados entre os prédios. Alimenta-se de insetos, larvas e minhocas capturadas no solo.

 

 

bem-te-vi

Bem-te-vi

Nome científico: Pitangus sulphuratus
Família: Tyrannidae

Pode ser facilmente identificada pelo seu freqüente e característico canto semelhante à frase “bem-te-vi”, mas tem cores muito semelhantes a algumas outras espécies.

Habita vários tipos de ambiente, da beira-mar até a floresta, inclusive ambientes urbanos.

Alimenta-se de insetos, frutos, pequenos vertebrados e até ovos e filhotes pequenos de outras aves.

Pode ser visto em todo campus, tanto nos fragmentos de cerrado como entre os prédios.

 



Carcará

Nome científico: Caracara plancus
Família: Falconidae



Representante da família dos falcões, esta ave de rapina apresenta porte bem peculiar, podendo ser facilmente reconhecida. Não é tão bom caçador como outras espécies da família, pois apresenta voo vagaroso. Diante disso não se alimenta apenas de presas vivas, comendo também animais mortos, insetos e frutos.

É comum em toda UnB, tanto nos fragmentos de cerrado como caminhando pelos gramados em busca de alimento. É frequentemente perseguido por tesourinhas, bem-te-vis e até beija flores defendendo seus ninhos.

 

 

anu-branco

Anu-branco

Nome científico: Guira guira
Família: Cuculidae

Possui uma longa cauda, característica das espécies desta família. Penas do topete sempre arrepiadas.

São sociais, andam em bandos e possuem estratégias para caçar em grupo. Pertencente a uma família com muitas peculiaridades reprodutivas, dentre elas a formação de 

ninhos coletivos.

É comum por toda UnB, anda aos bandos pelos gramados em busca de pequenos vertebrados e invertebrados em geral.

 



Beija-flor-tesoura

Nome científico: Eupetomena macroura
Família: Trochilidae

É um dos beija-flores mais comuns em grande parte do Brasil. Facilmente reconhecido pela longa cauda bifurcada.

Diferentemente da maioria das outras aves, que apresentam coloração relacionada com os pigmentos adquiridos por meio da alimentação, a cor dos beija-flores está relacionada com a microestrutura das penas que funcionam como prismas cristalinos, refletindo as cores de acordo com a incidência dos raios de luz.

São velozes e batem as asas cerca de 60 vezes por segundo. Devido ao seu acelerado metabolismo, visitam até mil flores por dia para adquirir a quantidade necessária de néctar.
É comum em todo campus, onde haja flores-atrativas.

 

coruja



Coruja-buraqueira

Nome científico: Athene cunicularia
Família: Strigidae

Diferentemente da maioria das corujas apresenta hábitos diurnos, ficando menos ativa durante a noite.

Cava buracos no solo onde faz seus ninhos, origem de seu nome popular.

É a coruja mais comum em Brasília e no campus da UnB. É vista principalmente no solo ou em poleiros próximos onde pousa para visualizar as presas e vigiar o ninho. Alimenta-se principalmente de pequenos vertebrados, insetos e outros invertebrados.

 

tuim

Tuim

Nome científico: Forpus xanthopterygius
Família: Psittacidae

Este pequeno periquito é o menor representante da família apresentando 12 cm de comprimento. O macho apresenta uma área azul na asa e nas costas, próximo à cauda.

Há registros de ocupação dos ninhos de joão-de-barro ainda habitados, expulsando os moradores. Voam aos bandos por todo campus atrás de frutos e sementes, porém é mais comum nas áreas remanescentes de cerrado, principalmente próximo a mata do Centro Olímpico.  

 

saíra

Saíra-amarela

Nome científico: Tangara cayana
Família: Thraupidae

Facilmente reconhecida pelas cores peculiares. A fêmea não apresenta preto no corpo e o amarelo restringe-se ao alto da cabeça e ao ventre. É mais comum em cerrados densos e próximos à mata, mas pode ser visto em quintais mais arborizados vizinhos a áreas de vegetação nativa.

Na UnB visita diversas árvores frutíferas, sendo possível apreciá-la em todo campus. Voam em bandos, mas separam-se em casais na estação reprodutiva.



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