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INVESTIMENTO - 21/02/2011

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Corte no orçamento do MCT será de 17%

Emendas parlamentares também foram vetadas. UnB espera para saber se editais de financiamento serão atingidos 


Cecília Lopes - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) deve perder cerca de R$ 1 bilhão no orçamento de 2011. Serão R$ 7,1 bihões, em vez de R$ 8,1 bilhões. Cerca de R$ 712 milhões de emendas parlamentares também foram vetados. A UnB aguarda para saber como os cortes refletirão nas atividades de desenvolvimento científico. O ministério não tem definições sobre que áreas serão afetadas. Segundo a assessoria da pasta, o assunto ainda está em negociação com a presidenta Dilma Rousseff.

“Nós participamos de editais do MCT e provavelmente esses editais poderão ser prejudicados”, explica Márcia Aguiar, coordenadora de Apoio à Pesquisa do Decanato de Ensino e Pós-Graduação (DPP). Ela acredita que o CT-Infra, edital que custeia obras e compras de equipamentos para universidades brasileiras, não deva sofrer corte. “É um edital estável e muito importante. A expectativa é que o valor não aumente para esse ano, mas que também não diminua. O montante deverá permanecer o mesmo”, explica Márcia. Ela conta que o edital do CT-Infra que a UnB está concorrendo neste ano está garantido, já que a verba é de 2010 (leia aqui).

O veto de emendas parlamentares deve atingir o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT). “Temos muitos parlamentares que destinam investimentos para o centro”, explica Afonso Bermúdez, diretor do CDT. Um deles, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), teve um pouco mais de R$ 3 milhões em emendas de apoio à pesquisa vetadas.

“Nós sabemos que alguns projetos serão atingidos, mas ainda não posso mensurar o quanto deveremos diminuir o ritmo de trabalho por conta desse corte. Nem o MCT sabe quais programas vão sofrer com isso”, explica Afonso. Além de receber apoio de parlamentares, o CDT participa de editais da Secretaria de Inclusão Social do MCT.

Fernando dos Santos, diretor de Orçamento da UnB, explica que, por enquanto, não é possível saber os efeitos dos cortes para a universidade. “São os professores que geralmente negociam com os parlamentares sobre destinação de emendas. Ainda não recebemos informações de corte”, explica.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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