Mais notícias

Secom UnB

EXPANSÃO - 29/11/2010

Versão para impressão Enviar por e-mail

Em reunião com reitores, Lula faz balanço da expansão universitária

Presidente elogiou relação política construída com dirigentes das instituições federais e disse que é preciso construir mais campi no interior do Brasil
Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB



 Tamanho do Texto

A um mês de encerrar seu mandato de oito anos, o presidente Lula se reuniu pela útima vez com os reitores das universidades federais. A cerimônia foi marcada pela inauguração simbólica de 30 escolas técnicas e 25 campi universitários. O governo Lula terminará com a marca de 110 novos campi construídos. Os reitores aprovam os números e comemoram a expansão.

Lula creditou o crescimento das instituições de ensino superior à relação de proximidade que se criou entre o governo e os reitores das universidades. “Nunca antes um presidente da República criou o hábito de se reunir com reitores todo ano, sem perder nada e apenas ganhando uma relação política”, afirma. O presidente também agradeceu aos reitores por ajudarem a implementar as políticas públicas do governo.

João Batista de Sousa, vice-reitor da Universidade de Brasília, esteve no Palácio do Planalto representando a UnB e afirmou que o sentimento de que o governo Lula teve um papel importante no crescimento das instituições federais de ensino superior é compartilhado por todos os reitores. “A expansão universitária é o maior programa de investimento para as universidades federais”, diz. “As universidades estavam sucateadas”.

O professor lembrou os números do crescimento da UnB, que passou de 1.535 docentes em 2008 para mais de 2.100 este ano. Além disso, três novos campi foram criados no Gama, Planaltina e Ceilândia, gerando mais de 500 vagas a cada semestre. Só no último vestibular, foram oferecidas 176 novas vagas e três novos cursos.

NOVOS CAMPI – O reitor Álvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avalia a expansão como positiva, porque leva a universidade para o interior. A UFSC expandiu em três novos campi e aumentou em 50% suas vagas. Passou de 4 mil para 6 mil. “A interiorização aproxima a universidade do cidadão, que suporta o ensino público com os impostos que paga”, diz. As primeiras turmas dos campi de Joinville, Araranguá e Curitibanos começaram a funcionar em 2009. “Até então, só existia o campus de Florianópolis”, explica.

Prata afirmou que déficit do país em relação à educação ainda é grande. “Apenas 13% da população de 18 a 24 anos faz curso superior. A maioria dos cursos são pagos e a grande parte dos nossos alunos não tem como pagar esses cursos. Outros tantos não são de boa qualidade”, declara. “Poder oferecer um curso de boa qualidade em uma instituição federal é uma grande contribuição para a educação brasileira”.

Já a reitora Ana Dayse Rezende Dorea, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), acredita que expansão foi um dos maiores avanços da educação superior pública do país. “Antes, só havia oportunidades para os estudantes na capital”, diz. “Agora, em vez dos estudantes irem para a universidade na capital, a universidade foi até eles”. Ela acredita, também, que os estudantes têm tido muito apoio para permanecer na universidade por meio dos incentivos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que dá suporte financeiro a estudantes de baixa renda matriculados em cursos de graduação.

A Ufal já tem dois novos campi – um na região agreste e outro no sertão – e aguarda autorização do MEC para a implantação de um no litoral. Só nos novos campi, foram abertas 1.180 vagas, o que significa um aumento de 4 mil alunos nos últimos dois anos. “Quando se expande a universidade, não se leva apenas o professor e a sala de aula. Leva-se a pesquisa, a extensão, os saberes, a cultura e a arte”. A reitora acredita que isso contribui para o crescimento da cidade na área social e econômica, além de motivar o desenvolvimento da região.

GOVERNO DILMA – Em seu discurso, Lula disse que ainda há muito por fazer e listou alguns desafios para o próximo governo. "O número de doutores é menor no Norte e Nordeste que no Sul e Sudeste. Como não queremos diminuir no Sul e Sudeste, vamos aumentar no Norte e Nordeste", afirmou. O presidente também deu pistas que o ministro da Educação, Fernando Haddad, pode continuar à frente da pasta no ano que vem. "Não sei se o Haddad vai continuar. Não sei. Mas pense no que você fez, Fernando. Pense".

Lula também brincou sobre seu futuro longe do Executivo. "Quem sabe eu até faça o Enem", disse, numa manifestação de apoio ao exame unificado que foi muito criticado nas últimas semanas.


DADOS DA EXPANSÃO
Fonte: Ministério da Educação

– 126 unidades de ensino superior foram criadas nos últimos oito anos (até 2002, eram 148)
– as universidades federais estão presentes em 230 municípios nas 27 unidades federativas
– 14 universidades federais foram criadas a partir de 2003 (dez delas voltadas para a interiorização do ensino superior público e quatro planejadas para a integração regional e internacional)
– com o Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), as universidades federais dobraram a oferta de vagas (de 109,2 mil em 2003, o número subiu para 222,4 mil em 2010)
– o número de 40.823 professores em 2003, subiu para 63.112
– o número de técnicos administrativos subiu de 85 mil para 105 mil
– os recursos para custeio e investimento passaram de R$ 6,7 bilhões em 2003, para R$ 19,7 bilhões em 2010
– os recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), criado em 2007, passaram de R$ 125 milhões em 2008 para R$ 304 milhões em 2010

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: Secom UnB. Fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.

Pesquisar Noticias [ ]

Fale conosco pelo
e-mail secom@unb.br