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GRADUAÇÃO - 09/09/2010

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Professores e alunos avaliam novos cursos da UnB

Estudantes e docentes relatam como é participar da implantação dos cinco cursos de graduação que estrearam no primeiro semestre de 2010


Cecília Lopes - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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No primeiro semestre de 2010, cinco cursos de graduação estrearam na Universidade de Brasília. Em férias, alunos e professores comentam a experiência de participar da implantação dos cursos de Línguas Estrangeiras Aplicadas, Química Tecnológica, Engenharia Ambiental, Comunicação Organizacional e Gestão em Saúde Coletiva.

O curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas ao Multilinguismo e a Sociedade da Informação teve um semestre conturbado. Alunos entraram no curso, mas não sabiam como iriam atuar no mercado de trabalho. Rodrigo Prado, aluno da primeira turma, conta que pensava que trabalharia com tradução de livros didáticos. “No final do semestre tivemos uma reunião e ficamos sabendo que o nosso trabalho vai misturar Comunicação e Relações Internacionais.”

A professora Sabine Gorovitz, que ajudou a criar a graduação, confirma que os calouros não sabiam como era o curso, mas depois entenderam o perfil do profissional e ficaram bem animados. Os alunos poderão trabalhar com tradução de filmes e organização de eventos internacionais, por exemplo.

Já os professores de Química Tecnológica estão muito satisfeitos com o semestre letivo. “Foi uma graduação bem pensada e muito esperada por nós. O nosso desafio é o mesmo desde quando criamos o curso: esperamos qualificar profissionais para trabalhar em qualquer segmento industrial”, contou o professor Fabrício Machado. Todas as vagas do curso foram preenchidas. “O número de pedidos de transferência é grande”, orgulha-se Fabrício.

A graduação, a primeira do Centro-Oeste, qualifica os alunos para trabalhar em indústrias de álcool, açúcar, biodiesel, celulose, cimento e materiais têxteis. O aluno Danielk Muniz, não esperou as aulas começarem para descobrir como seria sua futura profissão. O estudante começou a ter interesse pela Química aos 14 anos.

Ele cursou o ensino médio em uma escola pública de São Sebastião e teve aulas com um ex-aluno da UnB. “Como estava em dúvida do que seria esse curso pedi que o meu professor conversasse com o coordenador da Química Tecnológica para me explicar do que se tratava”, disse. A dificuldade de Daniel foi adaptar-se à vida universitária. “Acabei reprovando em uma disciplina por imaturidade. A greve quebrou a nossa rotina e quando as aulas voltaram foi uma correria para terminar todo o conteúdo”, reconhece. 

Gustavo Cabral, aluno de Gestão em Saúde Coletiva, é estudante de graduação em outra instituição de ensino e estuda na UnB à noite. “Escolhi o curso porque já faço Farmácia e queria aumentar meu leque de oportunidades no mercado de trabalho”, conta. Ele está muito feliz com a qualidade do curso e dos professores. “As minhas expectativas aumentaram quando conheci os professores. Eles têm muito conhecimento”, elogia.

Para Gustavo, o único problema são as atividades extracurriculares que ele acaba faltando, em razão da agenda repleta de compromissos. “Para poder dar conta estou pensando em pegar menos disciplinas”, pondera.

GRADUAÇÃO INÉDITA - O curso de Comunicação Organizacional, inédito no Brasil, carrega um grande desafio: mostrar ao mercado de trabalho quem é esse profissional e qual é sua utilidade. Os alunos serão capazes de planejar toda a comunicação de uma empresa. “Saem sabendo sobre publicidade, jornalismo, relações públicas e comunicação interna. É um perfil completo”, explica Délcia Vidal, coordenadora da graduação.

A aluna Marília Figueiredo não tem medo de ingressar em uma profissão pouco conhecida. “Acredito que até o final do curso as empresas já saberão o que nós fazemos. Sei que a procura foi grande para o último vestibular e isso mostra que os alunos já estão entendendo do que se trata”, explica. Para ela, a greve dos professores não afetou tanto a rotina dos universitários quanto a greve dos servidores. “Foi um transtorno. Alguns serviços como o Restaurante Universitário estavam fechados. Tenho medo que dê alguma coisa errada na hora de fazer a matricula”, disse.

GREVE - A paralisação dos servidores atrasou a entrega dos equipamentos e a montagem dos laboratórios da Engenharia Ambiental. “Foi um semestre complicado, mas esperamos que tudo esteja pronto para quando as aulas retomarem”, disse a coordenadora, Cristina Brandão. Ela conta que os alunos são mobilizados e estão sempre em contato com a direção da graduação. “Eles já até montaram um Centro Acadêmico mostrando que vão participar ativamente da vida universitária”.

O maior problema dos alunos foi com a disciplina de Física 1. Eles não gostaram da condução das aulas e fizeram uma reclamação coletiva. “Alguns alunos trancaram a matéria e muitos reprovaram”, conta Cristina. “A expectativa de ter um curso de boa qualidade fez com que eles se juntassem para reclamar. Agora o nosso grande desafio para o próximo semestre é interagir com a Física e com a Matemática”, afirma.

Laila Queiroz, presidente do CA de Engenharia Ambiental, reclama da postura do professor que ministrou as aulas de Física. “No final do semestre, a turma comparecia nas aulas e ele não. Nem recebemos o relatório final de avaliação.” A estudante conta que esperava que os alunos rejeitassem essa disciplina. “Eu estudei na UnB e Física 1 sempre foi um problema, mas dessa vez foi demais.” Mesmo assim, ela faz uma avaliação positiva do curso. “Tivemos professores excelentes, a turma é unida e estuda junto”.

CENTRO ACADÊMICO - Os alunos da Engenharia Ambiental já têm uma sala definida para o CA. “Estamos empolgados, nossa sala fica ao lado do CA da Engenharia Civil, mas ainda não temos o local liberado por conta da greve”, conta Laila. Os alunos de Línguas Estrangeiras Aplicadas decidiram esperar os calouros para decidir em conjunto à abertura de um Centro Acadêmico.

Os estudantes de Química Tecnológica não criaram um CA. “Frequentamos o da Química mesmo”, conta o aluno Daniel Muniz. A Comunicação Organizacional também aderiu ao CA da Faculdade de Comunicação e os alunos não pretendem criar outro ambiente. “Já conhecemos todos lá. Acho que está bom assim”, disse a aluna Marília Figueiredo.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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