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URP - 24/11/2009

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Marcelo Camargo/UnB Agência
 

Greve por três dias na UnB

Em assembleia, professores decidiram por paralisação por tempo determinado. Novos rumos devem ser decididos na sexta-feira
João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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Os professores da Universidade de Brasília decidiram paralisar as atividades por três dias. A greve por tempo determinado, decidida na manhã desta terça-feira, 24 de novembro, afasta os docentes das salas de aula até a próxima quinta-feira. Nova reunião na manhã de 27 de novembro deve definir os rumos da mobilização pelo pagamento integral da URP aos professores e funcionários da UnB.

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Botelho: vamos fazer um grande ato com os três segmentos para debater decisões conjuntas

“Vamos fazer um grande ato com os três segmentos para debater decisões conjuntas. A greve deve ser avaliada passo a passo”, comentou o presidente da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), Flávio Botelho. O professor se refere à mobilização marcada para quinta-feira, 26 de novembro, que deve reunir alunos, professores e técnicos no Teatro de Arena. “Os servidores e os estudantes têm assembleias marcadas amanhã (quarta-feira). É importante que acompanhemos a decisão deles. Estamos juntos nessa luta”, completou Botelho.

A assembleia, que lotou o Anfiteatro 9 do Instituto Central de Ciências (ICC), foi marcada por dois momentos de decisão. No primeiro, a maioria dos presentes fez a opção pela greve. No segundo momento, houve embate sobre a duração da paralisação, mas prevaleceu a proposta apresentada pela ADUnB. Com 135 votos a favor, 85 contra e quatro abstenções, os professores decidiram parar as atividades até a realização da nova assembleia.   

Apesar da decisão por voto da maioria, muitos professores saíram com dúvidas sobre o objetivo do movimento. “O que vai definir o fim da greve? Quem é o alvo deste protesto? Na sexta-feira acaba ou a agente volta para as salas?”, questionou uma professora, que teve o pedido de ordem negado pela mesa que dirigiu a assembleia. A falta de clareza sobre a deliberação foi alvo das falas de vários docentes durante o encontro, que durou três horas. “Ou para ou não para. Anunciar o fim da greve é enfraquecer a luta”, criticou um professor do campus de Ceilândia.  

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Queremos uma garantia de que não haverá surpresas até que o STF tome a decisão final, diz Dantas

GARANTIA – Para o professor do Departamento de Filosofia Rodrigo Dantas, o fim da greve deve ser representado por uma prova concreta de que não haverá falhas na operacionalização da folha de pagamento. “Temos que acabar com as incertezas. Todo mês é a mesma história. Queremos uma garantia de que não haverá surpresas até que o STF tome a decisão final”. O representante da Adunb se refere à falha no lançamento da URP, por parte da Secretaria de Recursos Humanos (SRH) da UnB, que prejudicou 502 funcionários da universidade no mês de outubro (saiba mais aqui).

Presente na assembleia, o representante da SRH, Afonso de Souza, explicou que a documentação para corrigir o erro será encaminhada ao Ministério do Planejamento ainda nesta terça, 24. “Aguardamos uma resposta deles com eventuais correções até o fim da semana. Assim esperamos evitar surpresas”, explicou. Definida e aprovada a correção junto ao governo federal, o valor da URP será depositado duas vezes na folha de dezembro do grupo prejudicado. “Todos serão compensados”, assegurou Afonso.   
 

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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