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SEGURANÇA PÚBLICA - 17/07/2009

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Protógenes Queiroz fala de corrupção na polícia

Delegado federal foi aclamado por estudantes e falou de segurança para estudantes
Darlene Santiago - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiróz foi recebido pelos estudantes que participam do Congresso da UNE com salvas de palmas e hinos como “ô delegado do povo, prende o banqueiro de novo”. Protógenes, que conduziu a Operação Satiagraha e prendeu duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, chegou a posar para fotos antes de participar da mesa de debate Juventude, Segurança e Políticas Públicas, na sexta-feira, dia 17, no Anfiteatro 17 do Minhocão.

O anfiteatro estava lotado. Havia estudantes sentados nas escadas e de pé, próximos à saída do local. Protógenes agradeceu o carinho e mobilização dos estudantes. “Quando o agente público cumpre o seu papel, é reconhecido por qualquer pessoa”, disse. Durante o debate, falou sobre corrupção, tráfico, violência, a situação dos presídios brasileiros e a aplicação das leis. Os estudantes demonstraram indignação com a questão da redução da maioridade penal e os casos em que mulheres eram presas em celas masculinas.

O debate também foi palco de manifestações políticas e partidárias. Estudantes entoaram hinos contra o presidente do Senado, José Sarney, e a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. “É o estudante, organizado, pelo fim do Senado!”, “Yeda, Sarney e Dantas na prisão, Protógenes luta contra a corrupção”, cantaram alto.

SEGURANÇA - Segundo o delegado, a segurança pública no Brasil não é democrática e o Estado faz o papel de opressor, não garantindo a universalidade do direito à segurança. Ele defendeu que a discussão política era necessária e afirmou acreditar numa mudança possível. “Esse debate mostra o sentimento e as exigências da sociedade civil. Se o Estado atender essas exigências, tudo pode mudar”, disse. “O principal problema nos órgãos de segurança é a corrupção e o não cumprimento do papel do estado nas comunidades carentes.”

O representante do Ministério da Justiça, Vinícius Wu, alertou para a necessidade de uma maior valorização dos profissionais de segurança pública. Um estudante reforçou a questão, afirmando que policiais não têm acréscimo salarial de periculosidade, apesar de atuarem em situações de risco.

1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), marcada para acontecer em agosto deste ano, foi lembrada. “Podemos afirmar que o Brasil passa por uma experiência inédita de implementação de um programa de segurança pública levando em conta o debate e a mobilização social”, afirmou Vinicius Wu.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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