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DIA DOS NAMORADOS - 12/06/2009

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Isabela Lyrio/UnB Agência
 

Amor livre e diverso no campus

Único grupo universitário de apoio à diversidade sexual no DF promove ação para combater o preconceito
Mariana Cordeiro - Estagiária da UnB Agência



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O clima de romance contagiou os murais do ICC, no campus Darcy Ribeiro. O Dia dos Namorados, comemorado nesta sexta-feira, 12 de junho, vem repleto de declarações carinhosas e paqueras ardentes entre pessoas do mesmo sexo. Desenhos de corações, estrelas, arco-íris e beijos fazem parte do universo das relações amorosas representadas nas paredes do Minhocão. Há espaço para casais homossexuais, trios de diferentes gêneros e, até mesmo, um homem que deseja sorte para a ex-mulher na atual relação.

A iniciativa é do Klaus, único grupo universitário de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transsexuais e transgêneros do Distrito Federal. O Klaus pretende dar mais visibilidade aos casais homossexuais da Universidade de Brasília, esquecidos nas programações tradicionais do Dia dos Namorados tanto pela mídia quanto pela própria universidade.

“As pessoas precisam saber que os homossexuais também possuem uma vida amorosa. Fazer os cartazes à mão fortalece essa ideia e contrapõe o dinheiro que envolve a data”, afirma Dévis Oliveira, estudante de Artes Cênicas que coordena o grupo. Os 150 cartazes foram confeccionados durante a última reunião do Klaus, que surgiu há três anos para dar suporte aos alunos que sofrem com a homofobia dentro do campus.

“Independentemente de gênero, o amor pelas pessoas precisa ser demonstrado em meio à correria do dia-a-dia, e essas mensagens incentivam isso. Eu adoraria se o meu namorado deixasse um recado público para mim”, diz Bruna Paixão, aluna de Serviço Social.

Isabela Lyrio/UnB Agência
Alguns cartazes com declarações receberam recados ofensivos em sinal de reprovação

PRECONCEITO - A comunidade se surpreende com as declarações e vira o pescoço para observá-las. No entanto, algumas receberam recados ofensivos em sinal de reprovação. “Os cartazes com agressões permanecem no mural para lembrar que o preconceito incomoda. A ideia do Klaus é promover um verdadeiro fórum social”, explica Luana Gaudad, participante do grupo há um ano.

Luana é aluna de Serviço Social e colocou sua declaração para a namorada próximo ao departamento em que estuda. “Agora todos sabem que eu namoro há 10 meses com uma menina. Essa atitude quebra tabus até mesmo para quem me conhece, mas não sabe qual é a minha orientação sexual”, afirma a jovem.

Os cartazes feitos pelos participantes do Klaus misturam realidade e ficção. Mesmo os que são fictícios simulam relações reais. “As pessoas precisam se acostumar com a nossa identidade”, afirma Dévis Oliveira. Algumas declarações são assinadas sob pseudônimos porque os casais temem represálias.

 

O KLAUS

De origem germânica, a palavra klaus significa “aquele que vence com o povo”. Sob a coordenação de Douglas Gomes, Dévis Oliveira, Luana Gaudad, Elisa Pimentel e Vinícius Aquino, o grupo se reúne todas as sextas-feiras no Centro de Convivência Negra, a partir das 12h15.

Cerca de 20 pessoas participam do Klaus, que organiza filmes, palestras e sessões de desabafos. Os temas são divulgados pela internet e variam de acordo com os encontros. Qualquer interessado pode participar. Informações: (61) 3107 3426.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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