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Formar para informar
Comunicação é uma necessidade natural do homem desde sua criação. Para
conviver em sociedade, no entanto, ele teve de aprender a se comunicar
das formas mais variadas, evoluindo para romper fronteiras de tempo
e espaço. Hoje, é impensável um mundo sem jornal, internet ou cinema.
Não se consegue imaginar uma sociedade moderna sem rádio ou televisão.
Seja para informação ou diversão, esses meios tornaram-se essenciais
em um mundo cada vez mais globalizado. Seus profissionais e estudiosos
também.
No cotidiano, cineastas, radialistas, jornalistas e publicitários
desempenham funções bastante diferenciadas. Mas é fundamental que
tenham visão ampla da atividade da comunicação. E é para formar
profissionais cada vez mais completos que os cursos da área em todo
o país têm investido no estudo integrado de todos os ramos da
Comunicação. Na Universidade de Brasília (UnB) não é diferente.
Uma mudança no currículo realizada em 2001 proporciona agora uma
formação geral para todos os alunos de Comunicação Social, além do
conhecimento específico de cada área. Quem optar pelo curso da UnB,
poderá então, escolher entre Jornalismo, Publicidade e Propaganda e
Audiovisuais após o terceiro semestre. Há ainda a possibilidade de
se formar em mais de uma habilitação, aproveitando as matérias já
cursadas do chamado “tronco comum”.
Os quatro laboratórios da faculdade – fotografia, rádio, audiovisuais
e informática – permitem que os alunos das três áreas coloquem em prática
tudo que aprenderam na teoria. “Nunca tivemos um projeto experimental
que não tenha sido atendido”, orgulha-se o professor responsável pelo
laboratório de audiovisuais, Caíque Novis.
Além de desenvolver jornais e programas de rádio com pessoas da comunidade,
os alunos ainda arrecadam livros e ajudam na manutenção e organização
de uma biblioteca pública no local. “A interação é importante para mostrar
que a comunicação varia de acordo com o ambiente em que se trabalha”,
destaca o publicitário Mamoru Yamamoto, formado em 2003 pela UnB.
Jornalismo – Apurar, escrever, editar, publicar. O aluno de
jornalismo aprende as principais etapas da preparação de uma matéria
para todos os meios de comunicação – jornal impresso, rádio, internet
e televisão – e as põe em prática. O Campus, jornal-laboratório
quinzenal, e o Campus On Line, atualizado diariamente, por exemplo,
são espaços de prática do jornalismo dentro do curso. Os alunos participam
de todo o processo, da sugestão de pauta à distribuição. O que, para
muitos, é a primeira reportagem assinada.
Esse foi o caso do jornalista Paulo Rossi, graduado em 1989. Hoje,
depois de passar por diversas editorias como Brasil, Internacional e
Esportes no jornal Correio Braziliense, ele defende uma formação
cultural ampla para o profissional. “Ninguém escreve bem sem ler muito.
Conhecer culturas e formas de raciocinar distintas também conta pontos
preciosos. Muita gente quer virar repórter só navegando na internet”,
diz ele. A tecnologia, lembra Rossi, cria atalhos importantes, mas o
contato humano é fundamental.
Ainda no Jornalismo, o estudante pode trabalhar no SOS-Imprensa,
um dos projetos da Faculdade de Comunicação voltados para a comunidade,
que orienta o público em caso de erros ou abusos da mídia. O projeto
assessora qualquer pessoa que se sinta lesada em casos de injúria –
ofensa à dignidade –, difamação – ofensa à reputação – ou calúnia –
falsa acusação.
Publicidade e propaganda – Ao contrário do senso comum, a
publicidade não foi feita só para pessoas criativas. O estudo e o
trabalho vão muito além da criação. Quem quiser ser publicitário
poderá atuar, por exemplo, em áreas como atendimento – que faz a
ligação entre a agência publicitária e o cliente para levantar os
dados que orientarão uma campanha –, mídia – que escolhe os veículos
de comunicação mais adequados para difundir um produto –, ou mesmo
redação – escrevendo os textos para a propaganda.
Para pôr em prática os conhecimentos ainda na universidade, os alunos
ainda podem trabalhar na agência Dois Nove Meia, a empresa
júnior de Publicidade da UnB. Formada somente por estudantes, a agência
presta serviço para várias empresas, como o cursinho pré-vestibular
Dínatos, e mantém várias parcerias, entre elas com o Grupo de Mídia
de Brasília, por exemplo.
Audiovisuais – A evolução tecnológica na área de áudio e vídeo
tornou necessária a junção de dois cursos já existentes na UnB: Radialismo
e Cinema. Para os professores que criaram o curso de Audiovisuais na
UnB em 2001, não faz sentido hoje formar profissionais para “desempenhar
funções específicas em uma área de conhecimento cada vez mais complexa
e que exige um amplo dinamismo de atuação”. O estudante de audiovisual
vai, então, continuar trabalhando argumento, roteiro, direção de filme
– como o aluno de cinema -, mas dominando também as técnicas de produção
de qualquer projeto audiovisual – objeto de estudo dos alunos de Rádio
e TV.
Saiba mais
Unidade Acadêmica: Faculdade
de Comunicação (FAC)
Campus: Plano Piloto
Habilitações: Bacharelado em Audiovisual,
Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Turno: Diurno
Número de semestres: 8 (mínimo) / 14
(máximo)
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