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Como lidar com recursos

Tensão, gritaria, pressão. Para quem pensa que economia é só mercado financeiro, fica um alerta: a profissão é muito mais dinâmica do que se possa imaginar. “Ser economista não é só trabalhar em bolsa de valores ou em bancos. Podemos trabalhar em qualquer lugar que seja necessário administrar com recursos escassos”, explica Sarah Tarsila Araújo, estudante de Economia na Universidade de Brasília (UnB)

Dinheiro, mão-de-obra e terra são alguns dos recursos que o economista aprende a regular para desenvolver projetos sem que ocorram desperdícios. “Somos responsáveis por buscar o uso dos recursos de forma eficiente e justa. O economista tem horror a desperdício”, confirma o professor do Departamento de Economia da UnB Jorge Nogueira.

E se o assunto é gestão financeira, empresas públicas ou privadas se interessam pelo trabalho do economista. De acordo com o Conselho Federal de Economia (Cofecon), o setor público absorve 45,6% dos economistas brasileiros, sendo o principal empregador, enquanto as empresas privadas disponibilizam trabalho para 40,9% dos profissionais da área. Ainda segundo o Cofecon, cerca de 47% dos economistas trabalham em quatro setores principais: administração pública, indústria, intermediação financeira e seguros, e educação e saúde.

Entre as principais funções desempenhadas pelos profissionais estão: análise econômica, planejamento estratégico e assessoria em plano de negócios. Nogueira analisa que o campo de trabalho é tão vasto que não falta espaço para o bom profissional. “O economista bem formado não enfrenta o desemprego. Depois de receber o diploma, nossos alunos conseguem se colocar muito bem no mercado”, reconhece o professor.

Pesquisa – Durante o curso da UnB, o aluno terá a chance de desenvolver boa formação tanto na parte de exatas – Matemática e Estatística – quanto na área de humanas – História e Direito. Ao sair de um curso preferencialmente teórico, como é o caso da UnB, o economista terá um conhecimento amplo, que vai desde a Macroeconomia – impostos e inflação – até economia dos recursos naturais e internacional. Economia do setor público, do trabalho e da regulação são outros ramos estudados pelos alunos de graduação da UnB.

Nos últimos três semestres de curso, o aluno começa a estudar matérias aplicadas a vários setores e tem a liberdade de escolher a área que mais se identificar. A prática, no entanto, é desenvolvida geralmente fora do curso, nos estágios ou dentro da universidade, como é o caso da Econsult, empresa júnior criada em 2001. “Nossa preocupação é criar um espaço para que os alunos apliquem a teoria que aprenderam”, explica Nogueira.

A constante interação com outros cursos também se torna um fator importante na formação do economista e para o surgimento de diversas oportunidades em pós-graduação. A interação com a Agronomia e a Engenharia Florestal, por exemplo, fica a cargo da gestão de recursos naturais. Direito, Relações Internacionais e Ciência Política também trabalham constantemente com a Economia, emprestando conceitos e absorvendo teorias. Nogueira destaca que, com essas relações, o leque de possibilidades de atuação se abre cada vez mais para o futuro profissional. “Para quem quiser estudar, não faltarão oportunidades na Economia”, garante.

Excelência - Ao final do curso, os alunos escolhem um tema para pesquisar e apresentam uma monografia. O Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) premia todos os anos os melhores trabalhos desse tipo. Entre os anos de 1994 e 2003, todos os primeiros colocados eram estudantes da UnB. Além disso, em seis vezes nesse mesmo período, os três primeiros lugares foram ocupados por alunos da universidade.

A empresa júnior Econsult presta serviços para órgãos públicos, bancos e, principalmente, micro-empresários. Os alunos dividem-se entre as áreas de recursos humanos, marketing, projetos e administrativo-financeira. Henrique Dolabella, diretor de recursos humanos da Econsult, destaca que o trabalho em uma empresa júnior compensa mais que um estágio pois o estudante tem a oportunidade de desempenhar diversas funções.

“Apesar de o aluno não ser remunerado, temos outras formas de incentivo. A capacitação profissional do membro com palestras e congressos e a chance de se desenvolver dentro da empresa, passando de trainee a diretor, por exemplo, são algumas delas”, explica Dolabella.

Saiba mais
Unidade Acadêmica: Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação (FACE)
Campus: Plano Piloto
Habilitação: Bacharelado
Turno: Diurno
Número de semestres: 6 (mínimo) / 14 (máximo)

 

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