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Na linguagem das finanças
Tida como uma das ciências mais antigas do mundo, a contabilidade surgiu
para informar ao empreendedor qual foi o lucro obtido em uma transação
comercial. Nas complexas relações capitalistas contemporâneas, isso
não basta: os sindicatos precisam saber quanto os patrões podem pagar
em salários para reivindicarem o justo; o governo necessita gerenciar
os fundos públicos, identificando com precisão, por exemplo, a capacidade
de pagamento de impostos dos cidadãos, para que a arrecadação tenha
eficiência; os credores querem calcular o nível de endividamento dos
devedores para avaliar a probabilidade de quitação de suas dívidas;
os gerentes de empresas precisam de informações para ajudar no processo
decisório e reduzir as incertezas.
Na síntese do professor Elivânio Andrade do Departamento de Ciências
Contábeis e Atuariais (CCA) da Universidade de Brasília (UnB), a contabilidade
é a área que atua nas entidades públicas e privadas fazendo coleta de
dados e elaborando relatórios a partir deles, com intuito de demonstrar
resultados financeiros de determinado período, fazer balanço patrimonial
ou esquadrinhamento da aplicação de recursos e controlar fluxo de caixa.
Com base nesses mesmos dados, ressalta o professor, pode-se fazer várias
outras análises.
Para Antoninho Marmo Trevisan, da Trevisan Consultoria e Auditoria,
a importância do ofício no mundo de hoje é vital, já que qualquer decisor
precisa agir de acordo com a informação disponível. “E o profissional
habilitado para traduzir essas informações em uma linguagem econômica
e reconhecível a leigos é o bacharel em Ciências Contábeis”, afirma.
Além dos inúmeros artigos publicados nas áreas de Administração Financeira,
Auditoria, Balanço Social, Contabilidade Bancária, Contabilidade Geral,
Contabilidade Pública, Exame de Suficiência e Orçamento Público, os
professores do departamento da UnB têm se esforçado para manter o reconhecido
nível acadêmico. A excelência é expressa de diversas maneiras. Recebeu
cinco estrelas no Guia do Estudante da Editora Abril e nota A no Provão.
Outro exemplo: na prova de admissão para o Conselho Regional de Contabilidade,
em que o índice de aprovação geral é 50%, a UnB tem a totalidade de
seus formandos aprovada. “Nossos alunos têm fácil inserção no mercado.
A partir do quarto semestre, só não faz estágio quem não quer”, relata
Andrade.
Especialização - O CCA oferece ainda cursos de especialização,
que podem servir tanto a quem deseja seguir carreira no mercado quanto
aos acadêmicos por vocação. Eles são distribuídos em quatro áreas: Auditoria,
Contabilidade Pública, Ciências Contábeis e Controladoria. A auditoria
surgiu quando as empresas originalmente constituídas sob regime familiar
passaram a atuar de forma competitiva, com ampliação da sua estrutura
operacional, tornando necessários novos recursos, quer sob a forma de
empréstimos ou por meio de abertura de capital para novos acionistas.
Tanto investidores quanto credores precisavam conhecer a capacidade
financeira da empresa e sua perspectivas de lucros. Mas, para que tivessem
credibilidade, essas demonstrações deveriam ser examinadas por profissionais
independentes, de reconhecida capacidade técnica, posteriormente identificados
como auditores. Em pouco tempo, além dos auditores externos, as empresas
passaram a contar com auditores internos, e a atividade se desdobrou
para os sistemas e para as áreas fiscal e operacional.
Na controladoria, preparam-se os controladores, cujo papel é induzir
adaptações necessárias nas organizações por meio das informações contábeis,
seja construindo modelos de avaliação e de controle de desempenho ou
influenciando no planejamento estratégico.
Saiba mais
Unidade Acadêmica: Faculdade
de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência
da Informação e Documentação (FACE)
Campus: Plano Piloto
Habilitação: Bacharelado
Turno: Diurno e Noturno
Número de semestres: 8 (mínimo) / 14
(máximo);Noturno: 10 (mínimo) / 14 (máximo)
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