Graduação
 
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Na linguagem dos bytes

Software, hardware, sistema operacional DOS. Tecnologia de redes WANs, LANs e MANs. Conversão D/A e A/D. Métodos Botom-up e Top-Down. Camadas superiores OSI. Flip-Flop e registradores. Programação de serviços em redes TCP. Lisp, Java, Prolog, Cobol. Você sabe do que se trata tudo isso? A resposta é simples: informática. Para algumas pessoas, esse linguajar pode soar estranho. Mas, para o profissional de Ciência da Computação, o vocabulário é completamente inteligível. As expressões são utilizadas no dia-a-dia e são usadas no cotidiano de quem depende do mundo digital para realizar diversas tarefas.

O curso de Ciência da Computação da UnB forma profissionais capazes de contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico da computação, de criar e desenvolver ferramentas de informática, além de atuar na área de educação em computação. Na UnB, o aluno pode ingressar em dois cursos distintos: bacharelado em Ciência da Computação (diurno) ou licenciatura em Computação (noturno). O tempo de duração mínima de ambos os cursos é de 9 semestres.

O estudante do bacharelado poderá atuar em três grandes áreas: desenvolvimento de software, gerência de redes e manutenção e suporte. Na primeira, o profissional cria programas de computador, que agilizam, automatizam e facilitam as atividades de uma empresa. Na gerência de redes, o profissional garante a integridade dos sistemas e documentos digitais da instituição. “Nessas áreas, o profissional pode ser programador, analista de sistemas, gerente de projetos, dentre outras opções”, afirma o empresário brasiliense Eduardo Martinelli, graduado em Ciência da Computação pela UnB, em 1991, e proprietário da Hepta Tecnologia e Informática. A terceira área, a de infraestrutura, é destinada a prestar serviços de manutenção de softwares e hardwares (processador, placas, cabos, etc).

Outro caminho é o da licenciatura, voltado para a formação de educadores aptos para ensinar computação e informática. Esses profissionais podem atuar em escolas da rede pública e privada, nos ensinos fundamental e médio, na área de educação profissional, qualificando equipes para o trabalho, e ainda em empresas, ajudando a construir bases para o treinamento e a criação de uma cultura corporativa. Os profissionais podem também atuar como consultores de softwares educacionais. A licenciatura inclui ainda conceitos de educação, pois busca absorver e transmitir os avanços feitos na área da informática.

O aluno interessado em ingressar na área deve ter forte inclinação para as áreas de matemática e física, já que os dois primeiros anos de curso são calcados em disciplinas que se baseiam nesses conhecimentos. Além disso, espera-se que os alunos dominem a língua portuguesa e tenham noções de inglês, língua universal das inovações tecnológicas.

Ao terminar a graduação, os novos profissionais devem ser capazes de identificar problemas, desenvolver soluções, construir e desenvolver modelos computacionais, manter-se em atualização constante, realizar pesquisas no campo da informática, desenvolver novas tecnologias, aplicar as noções de informática à realidade, criar soluções viáveis e ainda implementar sistemas computacionais de diversas naturezas. Os egressos da licenciatura devem ainda identificar problemas educacionais, desenvolver soluções novas, melhorar as já existentes e promover a educação, usando o computador como instrumento.

Concluído o curso superior, não faltam opções para atuar no mercado de trabalho ou continuar no ambiente acadêmico. Os caminhos científicos levam a pós-graduação. Além de cursos de especialização, com duração aproximada de um ano, a UnB oferece um curso de mestrado em Informática. Mais informações podem ser encontradas no link http://www.exatas.unb.br/cic/mestrado/. Também é possível realizar pesquisas em computação em centros de pesquisa do país ou do exterior.

O mercado de trabalho do profissional de Computação é voltado para o comércio e a indústria. Ele pode atuar no desenvolvimento de sistemas de computador, na criação e programação de microprocessadores, em projetos de software ou hardware, em consultorias na área tecnológica, na gestão de empresas tecnológicas ou até mesmo em um negócio próprio. Os empregos estão, geralmente, em departamentos de informática de empresas públicas e privadas, que utilizam sistemas computacionais, produzem softwares e computadores, de consultoria, grupos financeiros, além de universidades e centros de pesquisa.

NA UnB – Para dar início à prática dentro da própria universidade, o Departamento de Ciência da Computação destinou quase metade de sua área total (480 de 1.140 m²) para laboratórios – o de informática (Linf), o de raciocínio automatizado (Lara), o computação multimídia. Além deles, há uma biblioteca com publicações específicas da área.

O departamento possui vinte professores doutores e pós-doutores e sete mestres. Outro diferencial do curso da UnB são os convênios firmados com empresas e instituições, que possibilitam aos alunos o acesso a equipamentos de última geração. “Por meio de convênios com a IBM, Rational, Microsoft e outras entidades, os alunos têm acesso a tecnologias de softwares mais recentes que, por possuírem preços elevados, muitas vezes são inacessíveis à maioria dos estudantes”, afirma o professor do Departamento de Ciência da Computação Marcelo Ladeira. “Muitos desses programas, inclusive, são disponibilizados para o aluno levar para casa e instalar em seu computador”, conta.

Outra possibilidade de desenvolvimento oferecida aos alunos é a participação em projetos de pesquisa, publicação de artigos e apresentação de trabalhos nos principais eventos da Sociedade Brasileira de Computação. Um dos eventos é a Maratona de Programação da Association for Computing Machinery (ACM). As equipes formadas por alunos do bacharelado obtiveram medalha de bronze nos anos de 2002 e 2003, e prata, em 2004 e 2005. Nesse ano, um aluno da Licenciatura recebeu 2º lugar na categoria Melhores Artigos pelo trabalho apresentado no XVI Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, da Sociedade Brasileira de Computação.

Saiba mais
Unidade Acadêmica: Instituto de Ciências Exatas (IE)
Campus: Plano Piloto
Habilitações: Bacharelado e Licenciatura Plena (Computação)
Turno: Diurno e Noturno (Licenciatura Plena)
Número de semestres: 7 (mínimo) / 14 (máximo);Noturno: 7 (mínimo) / 16 (máximo)

 

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