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Consciência das formas de vida
Aulas para o ensino fundamental, consultorias a projetos de desenvolvimento
sustentável e manipulação genética de organismos. Todas essas atividades
fazem parte do campo de atuação dos biólogos. Mas o desempenho da profissão
não pára por aí. É ele também quem estuda plantas e animais,
pesquisa caminhos bioquímicos para combater doenças, preocupa-se em
criar estratégias para conservar o meio ambiente e educar as pessoas.
Para o biólogo Ayrton Peres Júnior, formado em 1998 e doutor em Biologia
Animal ambos pela Universidade de Brasília (UnB), o biólogo é, antes
de tudo, um conscientizador. “Ele é o profissional que estuda a vida
e faz de tudo para preserva-la”, define.
Na UnB, o ensino da ciência está dividido em oito áreas:
- Biologia Celular: estuda a estrutura, formação e comportamento
das células, incluindo os fungos, bactérias e vírus;
- Botânica: refere-se às plantas e sua relação com o homem;
- Ciências Fisiológicas: analisa os organismos sob o ponto
de vista de seu funcionamento;
- Ecologia: trata da interação dos seres vivos com o meio ambiente;
- Fitopatologias: pesquisa as doenças das plantas;
- Genética: área que inclui biotecnologia e engenharia genética;
- Morfologia: estuda a forma e a estrutura dos seres vivos;
- Zoologia: analisa os animais no tempo e no espaço,
sob vários aspectos, tanto morfológicos quanto comportamentais.
Dentro dessas áreas, o profissional da Biologia pode trabalhar em diversas
funções. Segundo o Conselho Federal de Biologia (CFB), o biólogo pode
ser professor, consultor, administrador de parques, reservas e estações
biológicas, curador de acervos biológicos, diretor de museus e instituições
culturais e científicas, além, é claro, de poder pesquisar nos diversos
campos da ciência. “Uma outra opção é ser técnico de Biologia em organizações
não-governamentais ou em empresa”, exemplifica Peres. Como biólogo,
você pode trabalhar em órgãos públicos como Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério
do Meio Ambiente, em secretarias, laboratórios e outras instituições
ligadas à pesquisa e ao ensino.
Para ser um bom profissional da área, o estudante dever ser
observador, ter senso crítico, capacidade para o ensino e pesquisa,
compromisso com a conservação da biodiversidade e habilidade para
diagnosticar e problematizar questões inerentes às Ciências
Biológicas. Para professora Ivone Rezende Diniz, do Instituto de
Ciências Biológicas da UnB, o aluno deve estar disposto a investir
na melhoria da qualidade de vida de todos.
É por essa característica que os profissionais da Biologia são
bem requisitados no mercado de trabalho. Segundo Diniz, o nicho de
atuação do biólogo está em expansão, principalmente, nas áreas de
biotecnologia e ambiental. O mercado da biotecnologia é bastante
promissor.
O Instituto de Ciências Biológicas, criado em 1963, é formado por sete
departamentos. Em várias disciplinas do curso, os alunos vão a campo
para realizar pesquisas. As saídas são feitas para a Fazenda Água Limpa
da UnB (FAL) e para outras reservas ecológicas do entorno. “As saídas
a campo são muito importantes, porque é uma forma de a gente aprimorar
e fixar os conhecimentos”, afirma a estudante Tatiane Lima Sampaio.
No campus universitário, os estudantes têm acesso a vários laboratórios.
Atualmente, 17 linhas de pesquisa são desenvolvidas por professores
e alunos.
UnB sai na frente - A UnB é pioneira no projeto Rede
Nacional de Proteoma. Por meio deste projeto, realizado em todo o
país, alunos e professores estudam a interação entre as proteínas do
organismo. Este trabalho é o passo seguinte ao seqüenciamento de
genomas, que lista a ordem em que os genes se dispõem. De forma
simplificada, pode-se dizer que enquanto o genoma fornece o manual
de instruções do ser vivo, o proteoma possibilita saber como estas
instruções são executadas. “Conhecendo melhor como funcionam as
proteínas, poderemos conseguir um tratamento mais eficiente”,
explica o professor Marcelo Valle, do Núcleo de Proteômica da UnB.
Valle cita o exemplo do barbeiro, transmissor da Doença de Chagas.
“Podemos estudar as proteínas da saliva do barbeiro. Sabendo quais são
e de que forma interagem, podemos, por exemplo, desenvolver uma substância
que impedirá a picada do barbeiro no homem”. A UnB é a primeira universidade
da América Latina a oferecer o curso de pós-graduação em Proteômica.
As atividades desenvolvidas pelo Instituto de Ciências Biológicas mostram
que a UnB se preocupa com a melhoria do ensino no Brasil. Vários projetos
de ação contínua são desenvolvidos por alunos e professores do curso
para integrar a universidade e as escolas do ensino básico.
Saiba mais
Unidade Acadêmica: Instituto
de Ciências Biológicas (IB)
Campus: Plano Piloto
Habilitações: Bacharelado e Licenciatura
Plena
Turno: Diurno (Bacharelado e Licenciatura Plena), Noturno
(Licenciatura Plena) e A Distância
Número de semestres: 6 (mínimo) / 12
(máximo)
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