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Guardião do conhecimento
Se para você a descrição do bibliotecário ainda é a de uma velha ranzinza,
de óculos, pedindo silêncio, é melhor rever seus conceitos. Isso não
é mais que um estereótipo do profissional de Biblioteconomia divulgado,
até pouco tempo, pela mídia, esclarece a professora do Departamento
de Ciência da Informação e Documentação da UnB Sofia Galvão Baptista.
“A profissão sofreu com uma feminização excessiva e com alguns preconceitos
como o da velha ranzinza”, conta. Mas as coisas estão mudando. Hoje
o bibliotecário é visto como o profissional da informação. Mais do que
organizar e arquivar livros na estante, ele é o responsável por processar,
administrar e disseminar as informações encontradas em livros, revistas,
fitas cassetes, filmes, vídeos, CD-Rom e outros instrumentos.
Para a estudante Andréia de Oliveira Capo Sobral, do curso de
Biblioteconomia da UnB, esta é uma ciência que cuida da organização
de outras ciências. “O bibliotecário organiza e armazena as
informações do modo mais prático possível“, afirma. Andréia explica
que, como bibliotecário, você pode atuar em todas as áreas.
Trabalhar em um jornal com o acervo de imagens é um exemplo. Nesse
caso, o bibliotecário é o responsável por catalogar os arquivos e
auxiliar os jornalistas, para que eles encontrem facilmente a imagem
desejada.
O estudante de Biblioteconomia da UnB recebe uma formação
multidisciplinar. Como bibliotecário, você está apto a planejar,
implantar e organizar bibliotecas e centros de documentação; fazer
pesquisas bibliográficas mais elaboradas; recuperar informações para
usuários; informar e auxiliar usuários em suas pesquisas; cuidar da
conservação de acervos de livros e outros materiais; ser professor
em universidades; estruturar banco de dados, além de outras funções.
De acordo com a professora Sofia, a maioria dos estudantes graduados
sai da universidade empregada. Cartórios, fóruns, instituições bancárias,
empresas de comunicação, bibliotecas, centros de análises de informação,
centros de pesquisa e serviços de informação em aeroportos e rodoviárias
são algumas das instituições que empregam esses profissionais. “Mas
as atividades tradicionais do bibliotecário – selecionar, armazenar,
recuperar e disseminar a informação – ainda são as mais exercidas”,
afirma.
O estudante deve estar sempre atualizado, ter senso de organização,
criatividade e ser receptivo em relação ao público. “Hoje, não
existe mais aquela história de ficar escondido na biblioteca. Tem
que ser sociável e gostar de interagir com outras áreas”, avisa
Andréia. Para ela, o profissional de Biblioteconomia deve, também,
ser altruísta, pois precisa dar o melhor de si para satisfazer as
necessidades dos outros. É importante também ter conhecimentos
básicos de inglês.
O currículo inclui disciplinas da Filosofia, Sociologia, História,
Comunicação, Letras e outras. Noções de Administração e Planejamento
também fazem parte do aprendizado. “Na área de processamento da informação,
o curso prepara o aluno para catalogar, indexar e classificar”, afirma
Sofia. A parte tecnológica do curso abrange noções de informática que
possibilitem a elaboração uma página na internet, planejamento
e estruturação de uma base de dados, dentre outras atividades. “No sistema
curricular da UnB, o aluno pode aprofundar-se em qualquer uma dessas
áreas”.
Aprenda na prática - Para a professora Sofia, o aluno que faz
o curso de Biblioteconomia sai muito diferente do que quando entrou.
Segundo ela, no decorrer dos semestres, há um amadurecimento e o estudante
passa a reconhecer o valor da profissão. “Geralmente, eles têm essa
consciência após o quinto semestre, depois de ter feito estágio em unidades
de informação e cursado disciplinas específicas de Biblioteconomia”,
justifica.
A estudante Andréia já chegou a isso. Ela participou de um grupo de
pesquisa da Biblioteconomia sobre marketing na informação.
O trabalho visa a conhecer o mercado de produtos e serviços de bibliotecas
universitárias disponibilizados na internet. “Queremos saber se há e
como são as bibliotecas virtuais, quais serviços oferecem e como é feito,
por exemplo, o empréstimo de livro pela rede”, explica Andréia. A intenção
é fazer um levantamento de como as bibliotecas podem se modernizar e
apresentar, na prática, as mudanças da aplicação da Biblioteconomia
na era da informática.
Assim como ela, os alunos da Biblioteconomia podem se engajar em três
linhas de pesquisa oferecidas pelo departamento, criado em 1962 – Arquitetura
de Informação; Comunicação da Informação ou Gestão da Informação.
Saiba mais
Unidade Acadêmica: Faculdade
de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência
da Informação e Documentação (FACE)
Campus: Plano Piloto
Habilitação: Bacharelado
Turno: Diurno
Número de semestres: 8 (mínimo) / 14
(máximo)
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