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Reformar, projetar e inovar

Um espaço e uma idéia na cabeça. Geralmente, são esses os dois instrumentos que dão início ao trabalho de um arquiteto. Seja o projeto de uma casa, de um prédio, de um escritório ou até de uma cidade, é esse profissional quem vai viabilizar todas as soluções analisando espaço e materiais, conforto e praticidade.

De acordo com o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, entre os atributos do arquiteto estão a gestão, supervisão, coordenação e orientação técnica de projetos, avaliação de viabilidade técnico-econômica, vistoria, perícia, avaliação, além de emissão de laudo e parecer técnico.

O aluno que estudar na UnB sai com formação bastante generalista. Até porque, para professora Gabriela Tenório, as diretrizes curriculares do Ministério da Educação exigem que 70% do curso sejam de disciplinas obrigatórias. “Os outros 30% podem ser utilizados para que os estudantes se aproximem das áreas que mais lhes interessam”, diz Gabriela. Entre elas: urbanismo (área que estuda a criação e o desenvolvimento das cidades levando em consideração a dinâmicas das relações sociais), o paisagismo, teoria e história e a tecnologia.

Apesar de ser uma das principais formas de atuação, o canteiro de obras não é sua única opção profissional. Paisagismo e decoração de interiores, por exemplo, são áreas que crescem cada vez mais.

Ainda durante o curso é possível ter contato com as opções de trabalho. Um dos exemplos é o estudo de novos materiais para construções, realizado pelo projeto Canteiro Oficina de Arquitetura (Cantoar), no qual o aluno pode ir além do currículo convencional. De acordo com o professor Jaime Almeida, coordenador do projeto, os universitários estudam a aplicação de fibras naturais, especialmente, do bambu na construção de projetos arquitetônicos. O trabalho é sempre solicitado por alguma comunidade e envolve vários estudantes. Um dos projetos mais expressivos, segundo Almeida, foi a construção, em 2000, de uma escola – de bambu e palha – na aldeia Kapèy dos índios krahô localizada no Tocantins. Oito alunos participaram do projeto monitorado pelo professor.

Bom exemplo – Em fevereiro de 2002, um grupo de estudantes apoiado pela professora Marta Romero criou o escritório-modelo Centro de Ação Social em Arquitetura e Urbanismo Sustentável (Casas). Os estudantes atendem a associações de moradores, sindicatos, ONGs e outras instituições sem fins lucrativos que necessitam do trabalho de arquitetos e não têm condições de pagar os profissionais. Esse tipo de prestação de serviço tornou-se uma recomendação do Ministério da Educação (MEC) para as Faculdades de Arquitetura e Urbanismo. Cada projeto tem a supervisão e a orientação de um professor, responsável pela assinatura do trabalho junto ao Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea).

O primeiro projeto do Casas foi solicitado pela Casa do Menino Jesus, entidade brasiliense de assistência coordenada por freiras. A instituição queria construir uma casa no Gama, cidade do Distrito Federal, para abrigar adolescentes que chegam a Brasília a procura de tratamento para o câncer no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e no Hospital de Base. “O trabalho no Casas é melhor do que todos os estágios por que passei durante o curso”, afirma Carolina Pescatore, uma das responsáveis pela iniciativa. Isso porque, segundo ela, os estudantes têm contato com situações importantes da implantação do projeto arquitetônico como a escassez de recursos, as dúvidas do cliente e, claro, sua execução.

De acordo com a professora Marta Romero, supervisora do projeto, os alunos são incentivados a participar desde os primeiros semestres. “Se entram logo no início do curso, é mais provável que concluam o trabalho inicial”, afirma ela.

Pesquisa – O curso de Arquitetura e Urbanismo é um dos mais antigos da UnB. Funciona desde 1962 quando foi criado também o programa de pós-graduação, pelo qual já passaram nomes como Oscar Niemeyer e José Galbinski, responsável pelo projeto arquitetônico da Biblioteca Central da UnB. As pesquisas de doutorado começaram em 2004.

Ainda na graduação, o aluno da UnB pode participar de programas de intercâmbio entre universidades do Brasil e do exterior. O Consórcio Bilateral em Projeto Comunitário de Arquitetura e Urbanismo Sustentável (CBPS) permite, desde 2003, que graduandos façam intercâmbio na Universidade Federal de Rio Grande do Sul (UFRGS), na Penn State University (PSU) e na State University of New York at Syracuse (SUNY). A cada ano, a UnB envia dois alunos para os Estados Unidos e recebe outros dois. De acordo com a professora Gabriela, todas as disciplinas cursadas fora da universidade de origem contam como crédito válido.

Saiba mais
Unidade Acadêmica: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Campus: Plano Piloto
Habilitações: Bacharelado
Turno: Diurno
Número de semestres: 9 (mínimo) / 18 (máximo)

 

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