

Para o Embaixador Estellita Lins, a estrutura de saudação ou discurso deve incluir, em geral, os seguintes segmentos: invocação a quem se saúda, dando-lhe o nome, os títulos, cargos ou função, bem como elogios e epítetos protocolares; apresentação da pessoa que dirige a saudação; apresentação do assunto ou tema da saudação ou do discurso e definição ou descrição da cerimônia ou do acontecimento; definição dos sentimentos ou motivos que levaram o autor da saudação e os demais parceiros a participar do acontecimento; palavras de confiança e esperança na atuação da pessoa a quem se saúda; fecho da saudação com votos de felicidade e uma frase de despedida.
Ele também nos alerta para certos cuidados ao proferir um discurso, tais como: pronunciar bem as palavras e construir bem as frases; pronunciar corretamente as palavras, não suprimindo o final das palavras ou baixar a voz no final das frases de tal modo que os ouvintes têm de adivinhar e completar mentalmente o sentido das orações. O bom discurso deve ser curto, sucinto, sereno e objetivo. Sua duração deve se orientar pela expectativa que se cria. Um discurso de formatura ou de paraninfo pode durar até cerca de cinco minutos, tempo suficiente para que o orador esgote os assuntos já tradicionais desse tipo de intervenção oral.
Todo discurso deve ser escrito previamente, para evitar de confiar na inspiração do momento diante do público. Mesmo as pessoas experimentadas na arte de falar em público devem preparar cada discurso e, se preferem deixar a impressão de que estão falando de improviso, devem decorar trechos mais importantes ou o texto integral do discurso. Ou, ainda, deve-se pelo menos memorizar alguns recursos de estilo tais como comparações, metáforas, citações e exemplos que serão utilizados.
Os melhores oradores sabem empregar recursos de tribuno tais como a dúvida, a interrogação, a ênfase, os estados emocionais de euforia, tristeza, desafio, louvação e protesto com a adequada entonação e vibração de voz controlada tanto no timbre como no volume.